A cada 5 anos o governo americano renova suas recomendações alimentares através do guia alimentar.
A revisão de 2015 trouxe algumas mudanças para o novo guia.
Ao meu ver, as principais alterações quanto ao consumo dos nutrientes foram retirar a limitação quanto ao consumo de comidas ricas em colesterol e a adição do café como uma substância que pode trazer bem à saúde (3-5 xicaras pequenas ao dia).
Highlights do novo guia:
• Sal: sua ingestão deve ser menos a 2,3mg por dia, ou seja, uma colher de chá;
• Café: no máximo 5 xícaras de café por dia;
• Optar por alimentos com baixo teor de gordura e leites magros;
• Açucares: manter um consumo de menos de 10% das calorias totais que consome ao dia;
• Colesterol: não há mais uma recomendação de restrição, porém, orienta-se não exagerar no consumo;
• Álcool: uma taça ao dia, para mulheres e não mais que duas, para homens;
• Carne: recomenda-se variar entre elas, dando preferencias às carnes mais magras e com pouca gordura saturada;
• Gordura Saturada: não consumir mais do que 10% das calorias diárias.
Uma questão que criou muita polêmica foi a orientação (ou não orientação no caso) quanto ao consumo da carne vermelha. Pelo fato de não existir uma recomendação mais específica quanto a limitação ao seu consumo, mesmo após a Organização mundial da Saúde ter veiculado a forte evidencia do alto consumo de carnes vermelhas e de carnes processadas com a existência de alguns tipos de cânceres. Alguns especulam ser uma questão política quanto a economia significativa que responde à estes alimentos.
Independente disso ser verdade ou não, já está bem estabelecido os benefícios em ter uma alimentação com baixo consumo de carne vermelha e carnes processadas, o que já é suficiente para reduzirmos nosso consumo optando por carnes magras, ovos, peixes, frutos do mar e grãos ricos em proteína.
A mais nova recomendação anexada a este guia, e ao meu ver, a maior “novidade” científica, foi a ênfase dada sobre a forma como as pessoas realmente comem, levando em consideração não só o alimento como os hábitos alimentares.
Isso, além de incentivar as pessoas a comerem mais frutas, legumes e grãos integrais, também mostra que não há a necessidade de endeusar nem demonizar qualquer tipo de comida, só porque tem gordura ou açúcar, mas sim, adequar seu consumo.
Essas novas diretrizes não tem como objetivo acabar com todos os problemas alimentares, principalmente os individuais, mas é o início de um novo movimento na direção do que seria “comer bem”.