Alimentação complementar deve ser iniciada quando o leite materno não é mais suficiente para suprir as necessidades do seu filho. Porém, a introdução precoce de alimentos afeta a frequência de sucção, reduzindo a produção e ingestão de leite materno. A introdução precoce da alimentação complementar também pode estar relacionada ao aumento do risco de reações alérgicas, uma vez que o organismo, nesta fase da vida, ainda é imaturo. Do outro lado, a introdução tardia da alimentação também não é desejável, pois pode ocasionar deficiências nutricionais com consequente desaceleração do crescimento e diminuição da resistência imunológica. Conforme a Diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria, a idade ideal para iniciar da alimentação complementar é a partir do sexto mês. Após o 6° mês de vida é inegável a necessidade do fornecimento adicional de energia e nutrientes. Porém, há pesquisadores que questionam se a amamentação deve ser realmente exclusiva até os seis meses de idade. Há uma outra linha de pesquisadores que diz que introduzir alimentos sólidos a partir do 4° mês, juntamente com a amamentação, pode trazer benefícios e um menor risco da criança desenvolver alergias e doença celíaca (intolerância ao glúten). Isso ocorreria pois entre os 4° e 6° meses de idade, a criança está formando seu sistema de defesa, e se alguns alimentos forem introduzidos nessa idade, podem agir de maneira a estimular o organismo da criança, funcionando como um fator protetor. E há ainda, outra corrente de conservadores que afirmam que essa "janela imunológica" vai até os sete meses de idade. Portanto, esses alimentos devem ser oferecidos após os seis meses de amamentação exclusiva, e não aos quatro meses, como recomendam outros pesquisadores. Segundo eles, é importante que substâncias com tendência a se tornarem alérgenas, como ovo, peixe e glúten, sejam incluídas na dieta da criança junto com o leite materno, que protege contra alergias, entre outras coisas. Até que mais estudos na área sejam realizados, acredito que o melhor que temos à fazer, é manter um acompanhamento constante do bebê, pois mesmo havendo um ou vários consensos na literatura, um organismo nunca será igual ao outro, principalmente quando há predisposição genética envolvida.