‘Sex and The City’ da África

17/02/2016 - por We Pick

É uma cena comum: um grupo de mulheres bem-vestidas, inteligentes batendo um papo e tomando drinks enquanto discutem a vida, amor e … queda de energia?!

Esse é o papo cotidiano das amigas na série ‘An African City’, filmada em Gana, que explora como é, de fato, ser uma jovem mulher profissional que volta para a África depois de anos vivendo no exterior.

Inspirado na séria ‘Sex and the City’, o programa conta as histórias e experiências de Nana Yaa, uma ganense que crescida e criada em Nova York que decide voltar a morar na capital da cidade de Accra após conseguir diplomas nas renomadas universidades da Columbia e de Georgetown. Yaa entra em contato com quatro velhas amigas que também voltaram ao, carinhosamente apelidado, para ‘o continente’ buscando sucesso profissional, amor e se reconectar com suas raízes.

“Há 7 bilhões de pessoas no mundo”, Yaa, que narra à la Carrie Bradshaw, diz nas primeiras cenas de abertura da série. “De vez em quando, essas pessoas encontra seu caminho de volta para casa. Ou, de vez em quando, a própria ‘casa’ faz questão de encontrá-los”.

O show, que se auto intitulado a primeira web série da África, tem tocado várias mulheres ao redor do mundo. Cada episódio da primeira temporada totalizou centenas de milhares de visualizações no YouTube. A segunda temporada foi lançada online dia 26 de janeiro.

“Nosso foco é mostrar a cidade de Accra, em Gana, de uma forma que ninguém nunca tinham visto ou nem mesmo sabia que existia”, afirma a produtora executiva Millie Monyo, que nasceu em Nova York mas tem raízes ganenses

A tão comentada experiência do ‘retorno’ foi um foco natural para as duas mulheres por detrás do show – depois de adultas, as duas se mudaram para Gana depois de morar, estudar e trabalhar por anos nos Estados Unidos.

Mas nem tudo são mar de rosas. Na série, os personagens também têm dificuldades principalmente com toda a questão de gênero e como se portar em relação a isso na cultura de namoros. “Um homem terminou comigo porque ele esperava que eu cozinhasse para ele três refeições por dia todos os dias. Eu não sou uma chefe em tempo integral, eu sou uma advogada!”, uma das personagens afirmou no show mostrando a diferença cultural.

Além disso, comodidades como Starbucks, medicamentos que ficavam dispostos de maneira fácil nas prateleiras, e comida vegetariana são muito difíceis de se ter alcance. Nem todos os ‘retornados’ acham que não vale a pena pagar esse preço para voltar ao país de origem. Monyo, uma das personagens, não se adaptou e mudou-se de volta para os Estados Unidos. Outras, como a criadora da série e roteirista da série, Nicole Amarteifio fez essa transição dar certo.

Nessa segunda temporada, Monyo e Amarteifio esperam continuar mostrando essa experiência – boa e ruim- e ao mesmo tempo mostrar também um outro lado da África e como é a vida e o dia a dia das pessoas em Accra. “Queremos mostrar um lado que as pessoas nem imaginam que possa existir aqui em Gana!”, disse Monyo.

Comente esse post!

Deixe seu Comentário