É, pessoal… Colunista que é colunista não para: só dá um tempo. Ainda mais quando a coluna em questão é para o site de duas pessoas tão queridas como a Mica e a Lelê. Portanto, passado um período de cinco meses sabáticos dedicados, digamos, à imersão familiar e esportiva, com muitas provas curtas, alguns pódios deliciosos, um Ironman 70.3 bem feito, a rotina permite que volte a dedicar algum tempo para falar aqui sobre minha maior paixão: esportes.
Não pretendo com isso trazer muito do dia-a-dia do triathlon, porque sei que pouca gente tem interesse nessa rotina que acaba por exigir muita entrega e comprometimento. E, provavelmente, se não fizesse isso há muitos anos, se não amasse tanto essa porcaria, provavelmente também acharia, assim como todas as minhas amigas acham, essa ideia completamente descabida e imbecil.
Acordar quase todos os dias às 4 e pouca da manhã não parece algo muito razoável para boa parte das pessoas. Pedalar na USP ou na ciclovia da Marginal, áreas estas notoriamente inseguras pelo policiamento pífio, principalmente quando ainda é noite… Sei lá… são varias coisas que, se você pensar muito, simplesmente não vai. Mas mesmo assim eu vou 🙂 é mais forte que eu!!!
Mas o que queria enfatizar nessa retomada de coluna é que, seja lá qual for sua onda, seu tempo disponível, seu objetivo, o que vale é achar o caminho que te aproxime de uma rotina saudável. E é esse o caminho que tentarei mostrar aqui: quais as opções que podem se adequar à você para que tenha uma vida mais conectada com sua saúde. Não só por questões estéticas. Nem simplesmente por sua longevidade. Nem só para socializar. E nem só pela paz de espirito que uma boa dose de endorfina pode te render.
A imprescindibilidade do esporte deve ser notória, cultural, educacional, nata e inegociável para todos, como cidadãos. Porque através dele temos uma ferramenta muito eficiente na orientação ética e moral, além de uma arma crucial para a integração social.
Estamos falando de uma atividade que permite apenas que a meritocracia reine soberana. Então, em ano de movimentação esportiva pesada por todo o país, aproveite para olhar para si e pensar: o que faz você –suar- feliz? E se puder, leve quem ama para o seu mundo, para suar e dar risada ao seu lado. Seja correndo, pedalando, nadando, lutando ou na academia. Tenha certeza que o patrimônio que construirão será algo que se orgulharão para sempre!
E se falta companhia, incentivo, paciência, ai vão algumas dicas que podem ajudar a quebrar a inercia do marasmo:
1- Estabeleça metas possíveis, de curto e médio prazo, que sejam progressivas e viáveis. Elas serão o combustível para te impulsionar e te envolver mais a cada dia.
2- Tente se organizar de forma inteligente, com atividades perto de casa ou trabalho. Se treinar se tornar algo complexo, você vai acabar deixando de lado. Portanto crie uma logística funcional.
3- Respeite os limites do seu corpo. Esteja atento à dores e desconfortos. Esporte deve ser gostoso, e não torturante. E um “treino forte” e lesionante te obriga a parar, enquanto vários treinos dosados vão progressivamente te tornando mais forte. Devagar e sempre é melhor que rápido e nunca.
4- Tome decisões das quais irá se orgulhar futuramente, sobre sua alimentação e atividade. Impulsividade não combinada nada com consciência corporal e vida saudável. Pare e pense antes de cada escolha. Você não vai se arrepender.
5- Encontre horários e dias fixos e inegociáveis para treinar. A rotina é a base do aperfeiçoamento.
6- Faça o que te faz feliz. Seja lá o que for. E se você ainda não descobriu seu esporte, teste. Se arrisque. Experimente. Só não desista.
7- Esteja ao lado de pessoas que te coloquem para cima, que te incentivem. E seja também um incentivador para seus amigos. Mesmo que em pequenos passos. Estes são, por sinal, os mais importantes.
Espero que se divirtam sempre.
Beijos e bons treinos.
Olá. Vcs teriam o contato da Deborah Klabin?!
Olá Caroline, o e-mail dela é Deborahklabin@gmail.com ! Obrigada!
Curto muito a De!