Final de semana passado fui assistir o já polêmico filme The Bling Ring, que é daqueles ame ou odeie (e muitos odiaram). Não dá pra dizer que The Bling Ring, produzido e dirigido por Sofia Coppola e baseado num artigo escrito pela jornalista Nancy Jo Sales para a revista "Vanity Fair" é uma crítica direta aos adolescentes de hoje, nem à tal da cultura pop americana.
Podemos dizer que é um retrato sobre a história que Nancy escreveu. Retrato que mostra de maneira sensível e inteligente (como quase tudo que Sofia faz), uma realidade que considero bem triste e ao mesmo tempo, será que posso dizer, compreensível..!?
Triste porque é ruim pensar que as próximas gerações estão vindo sem limites, sem pensar no amanhã, no futuro, sem consciência. Vivendo o hoje intensamente, querendo ser e ter tudo que uma celebridade de Hollywood tem, e sem mensurar as consequencias de seus atos. É viver fora de suas realidades, é ver a grama do vizinho bem mais verde do que a própria.
E compreensível porque!? Aí entro num tema que não sou nem perto de entendida para dissertar. Não sou mãe, não tenho filhos, e imagino a dificuldade que deve ser educar e criar uma criança nos dias de hoje. Mas acredito que pode faltar pulso dos pais. Faltar limite. Faltar não. Faltar não de novo. Faltar explicar o discernimento do sim e do não. Faltar o olhar próximo. Faltar o educar, faltar o criar.
Além de claro, a facilidade que hoje os adolescentes tem em acessar todo tipo de informação que buscam. Também não podemos deixar de lado o mundo BBB com a câmera na vida de todos mostrando o backstage alheio e o glamour de Hollywood. É essa a cultura POP dos dias de hoje!
A pergunta que fica depois do filme é: são eles vilões ou vítimas? Se forem vítimas, são vítimas de quem e do que!?
Enfim, hoje vim dar a dica desse filme, que eu entrei pro time do ame, e não do odeie. Depois que assistir, volta pra contar se amou ou odiou!
Beijos,
Lelê
Faltou um PS: Emma Watson está incrível no papel de Nicki, uma das integrantes da gangue que invade a casa de atores e atrizes de Hollywood para roubar suas roupas/jóias/acessórios.
Eu gostei e tb indico este filme. Outro filme que assisti e que também indico, pois tb e história real e tb fala desse sonho americano, inversão de valores e fazer tudo por dinheiro e ( no pain no gain) violento mas tb interessante!
Ainda não assisti ao filme Lelê, mas sua reflexão foi incrível!
Bj
lele acho que se voce tivesse lido o livro antes de ver o filme, como eu fiz, voce entenderia melhor a crítica feita pela copolla. o ‘compreensivel’ que voce diz, nao é em relacao a educacao dos pais e sim a respeito da globalizacao e da midia que faz com que voce pense dessa maneira e haja desse modo – representado no filme. nao é uma questao de ‘pulso firme’ como voce mesmo diz, é uma questao dos jovens de hoje em dia estarem sufocados por uma mídia que os faz desejar serem pessoas que não são. é um filme todo voltado para o behaviorismo