Entrevista Fê Paes Leme

16/06/2017 - por We Pick

Desbocada e com uma risada gostosa inconfundível, Fernanda Paes Leme (Fepa, para os íntimos) esbanja simpatia por onde passa e parece que continua com o mesmo jeito de menina de quando estreou na televisão – no programa Sandy&Junior, quem lembra? Claro, que hoje em dia, aos 34 anos recém-completados, está muito mais madura. Batemos um papo com ela sobre carreira, vida pessoal, moda, beleza e relacionamento (tem até dica para nossas leitoras!). Confira abaixo:

Você é muito comunicativa e brinca que tem personalidade de uma verdadeira “geminiana”. Você tem esses dois lados mesmo?
Não apenas dois, são vários na verdade! Acho que a mulher é assim, não somos limitadas, pois existem várias personalidades dentro da gente. Não é porque eu sou geminiana que isso acontece só comigo. A maioria delas se identifica, os hormônios oscilam muito! Hoje em dia, ainda mais com esse movimento de tirar os rótulos do feminismo, dar as caras, assumir qualquer tipo de personalidade, não ficar atrás ou à sombra de ninguém. Esse empoderamento todo faz com que a mulherada esteja cada vez mais saindo do closet!

Você é bem camaleoa. Fale um pouquinho sobre essa mudança de visual. E essa franja nova, menina?!
Estava enjoada da minha cara. Já tinha cortado o cabelo curto para o filme “O amor no divã”, no ano passado, e me apaixonei. Pensei: nossa encontrei meu corte ideal, super prático. Dá para sair de casa de cabelo molhado! Mas, como já estava há 1 ano com o mesmo estilo, alguma coisa me incomodava. Já estava na hora de mudar. Aí resolvi picar a franja do nada. Fui na casa do Daniel Hernandez e só disse: “Dani, quero uma franja”. Ele que repicou, fez do jeito que achou que ficaria bom no meu rosto e super confio nele. Amei o resultado! Fiquei com cara de mais nova. A cor eu mantive, fiz com o cabeleireiro Anderson Couto, no Rio. Mas, com o sol e praia no final do ano deu uma leve clareada.

E quais os cuidados com o cabelo que está tendo agora?
Minha raiz é lisa, então não me preocupo em ficar secando o cabelo. Às vezes passo uma pomada quando quero deixar a franja com aspecto mais molhado ou sem estar muito rebelde. O único problema é a mania que você adquiri de ficar passando a mão. Dá 5 horas e ela já está oleosa!

Você vai do seu lado atriz à apresentadora com a maior desenvoltura. Como aconteceu essa transição?
Foi algo bem natural. Fiz o Superstar, em 2015, na Globo e foi super legal. Foi onde tive a oportunidade de me descobrir apresentadora. Antes disso, nunca tinha feito nada parecido. Quando surgiu o convite, num primeiro momento, achei até estranho. Apresentar? Pensei: olha, de repente minha personalidade combina com isso. Ali tive a primeira prova, o primeiro gostinho… Aprendi muito e tive um ótimo retorno do público. Logo depois, vieram os convites do Desengaveta e do The X-Factor, ao mesmo tempo! Tanto que gravei ambos juntos no semestre passado. Mas, eram duas propostas diferentes. Um era a Fepa no closet dos famosos em um bate-papo num programa leve de moda e consumo consciente. Parecia escrito para mim, pois faço um bazar beneficente há 4 anos. Com a minha profissão, acabo ganhando muitas peças. A rotatividade no meu closet é muito grande, porque não gosto de excessos. Então, parecia que o programa era a versão televisiva do meu bazar, que tem a renda 100% revertida para instituições de caridade. O Desengaveta também tem essa proposta, ajuda o INCAvoluntário. Já no outro, tinha o contato com os candidatos onde também mostrava meu lado mais pessoal, a questão do palco e do ao vivo. E amei o novo desafio, encontrei um outro lado profissional. Acredito que quanto mais nós experimentamos, mais coisas incríveis descobrimos.

Quais os maiores desafios de ambas as carreiras?
O desafio precisa estar no todo. Fazer um personagem já um baita desafio, porque não é você. Você precisa interpretar com naturalidade, se aprofunda, estuda, dá vida a uma outra “pessoa”, lê um texto que não é seu, é de um autor, e isso já carrega em si uma responsabilidade. O trabalho de atriz é desafiador por conta disso, você se transforma e o personagem acaba te transformando também. Apresentar parece fácil. Muitos falam que é só ser você mesma, ser espontânea. No Desengaveta, por exemplo, nós temos roteiro, mas muitas cenas são improvisadas, é um bate-papo. Preciso estudar sobre a vida do convidado, ter os ganchos, interagir com ele. E “ser você mesmo” não é fácil. Tem dias que você não está bem e precisa gravar. Tem dias que estou com cólica ou mal-humorada, mas não posso transmitir isso no meu programa. É engraçado, porque a televisão é muito próxima de mim. Aos 15 anos estreei em Sandy&Junior, mas desde os 9 já fazia publicidade. Então me sinto muito em casa em qualquer área, sabe? Se fosse trabalhar como diretora ou na produção estaria bem. É um universo muito próximo de mim, que eu amo fazer parte.

Quais os projetos para esse ano?

Estou gravando a 2ª temporada do Desengaveta, que estreia em agosto. Sobre o The X-Factor não está confirmado, estou nessa ansiedade.

Qual o maior sonho na carreira que ainda quer conquistar?
Ai, que pergunta difícil! Eu tenho muita vontade de produzir e dirigir. O Desengaveta é uma programa que me dá muito tesão em fazer. Amo o GNT e tenho vontade de ter outros programas no canal. Talvez um de viagem que una trabalho voluntário? Tenho muita vontade em trabalhar com o entretenimento junto com o lado social.

Vamos falar de moda? Como é sua relação com ela?
É bem livre e bem resolvida. Vai de acordo com o meu humor. Sabe casamento? Já é uma união estável! Prezo pelo conforto e tenho uma noção do que me valoriza e o que não. Depois de tantos trabalhos, como fotos, você passa a conhecer seu corpo. Quando quero estar mais sexy, sei o que vestir. Quando estou num mood mais relax, já coloco uma calça larga.

Como é o seu closet?
Quando eu resolvi fazer o bazar foi na época que mudei de casa. Aí me deparei com os meus excessos: tropecei numa pilha de 80 calças jeans. Me diz quem usa 80 calças jeans? Falei gente, não dá, não sou uma centopeia. Quando veio o Desengaveta, diminui 70% das peças do meu closet. Nem minha mãe acreditou! Mandei uma foto pra ela dos sapatos e ela perguntou: “filha, sobrou algum?”. Porque mulher, normalmente, tem muitos pares e investe nisso. Eu pelo menos sou dessas.Também ganho muita coisa, às vezes é legal, outras não. Então, sempre procuro substituir. Se ganho algo novo, por exemplo, tiro aquela peça antiga. E vou tentando transformar o closet num guarda-roupa sustentável.

Tem alguma peça que não abre mão?
Eu gosto das peças atemporais, elas são o verdadeiro coringa. Quando você tem peças atemporais, não precisa estar sempre consumindo as tendências. Gosto de alfaiataria, couro, sandália de tiras pretas, porque são itens que caem bem em qualquer ocasião. As tendencinhas não me pagam mais como antigamente. Eu gosto, mas acabo me divertindo nas sessões de fotos e eventos. Não preciso ter. Não tenho essa “vaidade” e “ansiedade” da moda.

Quais dicas você dá para quem quer começar a ter essa consciência em relação ao consumo?
Acho que é legal sempre se fazer umas perguntinhas na hora da compra. A mais importante é: eu preciso disso? Porque muitas vezes você quer, mas não precisa. Depois, pensar em pelo menos 5 looks que você consegue montar. Outra coisa é lembrar que existe costureira. Sempre temos peças que rasgam ou estão largas, e acabamos esquecendo ou tendo preguiça de mandar arrumar. Logo descartamos. Então, leva na costureira, customiza, corta. Uma calça boa pode virar um shorts. Se manchou, dá para tingir. O segredo é você conseguir fazer com que a peça tenha uma vida mais longa no seu guarda-roupa. E, sem dúvida, pensar na qualidade do produto antes de comprar. Às vezes o barato sai caro.

Você é muito presente nas redes sociais. Como vê o papel delas na sua carreira e vida pessoal?
Tudo aconteceu de forma orgânica, eu fui uma das primeiras artistas a entrar. No Twitter, por exemplo, fui a primeira. Naturalmente, veio o Instagram e as pessoas migraram. Eu acho o máximo, pois abriu-se portas para um mar de pessoas criativas. Não brinco que parei no tempo, mas diminui meu ritmo. Não divido meu dia-a-dia o tempo inteiro, tenho uma certa resiliência. Brinco e faço Stories, por exemplo, quando estou trabalhando. Não tenho essa coisa da vida de transformar minha vida num reality.

Você é uma pessoa cercada de amigos. Gosta de receber em casa? Cozinhar?
Adoro receber em casa, tomar um vinho, jogar conversa fora, dar risadas, mas cozinhar não é minha especialidade. Tenho amigas que arrasam na cozinha e vou visitá-las, mais fácil! Meu namorado cozinha muito bem, adora preparar pratos novos, então em casa ele que comanda as panelas! Meu programa preferido é fazer eventinhos em casa.

Tem alguma dica de décor?
Eu amo velas perfumadas! Minha casa é cheia, é quase um cemitério de tanta velha espalhada! Vela na cozinha, vela no banheiro, vela na sala. É vela, amor! A minha marca preferida atualmente é a Loie.

Você revelou, no começo do ano, sobre sofrer da “Síndrome do Intestino Irritável”. Quais mudanças teve que fazer na sua rotina fitness e na alimentação?
O principal foi a Ioga. Tive que desacelerar, tanto no dia-a-dia (marcar trabalhos espaçados, evitar juntar trabalhos numa semana intensa de gravação), quanto mentalmente. Desacelerar é a palavra. Na alimentação, fiz um tratamento com a Mari Poletto. Cortei muita coisa e fiz toda uma reeducação por 3 meses. No momento de reintroduzir certos alimentos, fui muito ansiosa. Como não tinha sintomas, fui comendo e, no final, voltei a sentir dores. Por isso, é importante seguir as ordens médicas passo-a-passo e à risca. O equilíbrio é fundamental para quem tem essa síndrome psicossomática.


Como é sua relação com a beleza?

Não sou do tipo que passa um BB cream e um blush para sair de casa. Vou de cara lavada mesmo. Às vezes, as pessoas na rua até estranham e comentam “gente, será que é ela mesmo?”. Me diverto quando preciso me montar, tenho aquela vaidade feminina. Mas, tudo com equilíbrio. Sou da teoria que tudo em excesso faz mal tanto na beleza quanto no trabalho.

Tem alguma produto que não pode faltar na necessaire?
Protetor solar e sou viciada em hidratante labial. Não sei fazer make sozinha, quando tenho evento preciso da mãozinha dos amigos maquiadores.

Você é a conselheira das amigas. Qual dica sobre relacionamentos você da para nossas leitoras que estão à procura de um amor?
A primeira coisa antes de querer achar o amor da sua vida é analisar se você se ama. Porque não adianta esperar pelo príncipe encantado sem se encontrar. Você precisa estar bem com você, aí depois o olho vai brilhar, as portas vão se abrir. Mas, o primeiro passo é esse, porque se você estiver bem consigo mesma, estando sozinha ou acompanhada, tudo estará ótimo!

Um bate-bola rápido para finalizar:

Musica no repeat no Spotify? O que a menina dança – Novos Baianos

Cantor favorito? Caetano

Filme? Closer

Comida preferida? Chocolate

Pecado gastronômico? Paladar infantil (leia-se gostar de pizza, batata-frita, brigadeiro…)

Drinque? Gim-tônica

Praia, cidade ou campo? Um pouquinho dos três: praia no fim de semana, campo no feriado e cidade de segunda à sexta.

Cidade preferida? Nova York

Maior defeito? Oscilar de humor

Melhor qualidade? Sou muito verdadeira

Por: Camila Sawamura @camilasawamura

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